quinta-feira, maio 04, 2006

DESABAFO...


Primeiramente gostaria de cumprimentar todos os leitores deste espaço de troca de ideias e afirmação de valores. Eu costumo dizer que a troca de ideias e a pluralidade não têm que ver com a dissolução de valores. Nada do que tem sido dito neste e noutros espaços idênticos me afasta desta verdade, mas confesso estar um pouco confuso com o que a constante troca de informações incorrectas, opiniões e premissas falaciosas, nestes mesmos espaços têm proporcionado. Tenho a consciência que poderei ser mais um elemento de discórdia ou até polémica, mas a verdade é que tentarei apenas expressar uma opinião de quem milita na JS, e que dentro das suas modestas capacidades faz o melhor, o que pode e não pode, por esta grande escola de vida que é a JS.

Não podia ficar quieto e calado com o que se tem dito acerca da ANJAS e da Formação Autárquica no Luso. “Quem não se sente não é filho de boa gente” – lá diz o ditado velhinho, mas certeiro.
Das questões de pormenor (aliás muito importantes), já foi aqui neste espaço escrito (e bem) e mais que esclarecidas várias questões que parecem importunar alguns camaradas que têm várias enciclopédias escritas da JS, sobre o que se faz na JS e que alguém fez da JS. Mas só isso mesmo, escrevem de alguém ou mais, que fizeram algo ou disseram alguma coisa, de bem ou mal (quase sempre mal), mas nada ou muito pouco se lhes conhece de trabalho na JS, para a JS, a não ser estes rasgos de pseudo intelectualidade, mas até essa meus caros, normalmente é reconhecida quando alguém produz algo que desperte alguma coisa inovador ou que explique algo que aparentemente não é resolúvel, o que não é o caso. É aqui que reside a grande diferença entre os camaradas que são militantes e os que só são filiados.
Tenho para mim, que militante, é aquele que se filia na JS e que participa dentro das suas obrigações e direitos na estrutura e suas actividades, é aquele que vai aos debates e aos jantares, que faz campanha, que promove discussões e eventos, que participa em tertúlias e as promove e que está constantemente disponível para ajudar a estrutura e que tem uma visão profícua da mesma.
Perante esta definição será que podemos considerar muitos dos que escrevem mentiras acerca da JS, Militantes? Ou mesmo só Filiados?
Não me quero perder em divagações ou explicações pequenas de pormenor, mas quero obviamente questionar algumas coisas que são pilares fundamentais das motivações que orientam algumas posições de alguns camaradas.
Será que era tão difícil perceber, a quem questionou o processo da ANJAS em plena Assembleia-geral, que o processo foi feito com a maior transparência e que os militantes da JS que querem trabalhar têm iniciativas (o que parece incomodar muita gente), ou na realidade não se quer perceber e só se quer deliberadamente questionar?
Será que não entendem que esta postura afasta por completo o objectivo de cativar os militantes e os motivar para o trabalho?
Como sé é capaz de se estar incomodado pela reactivação da ANJAS que esteve inactiva até agora?

Quanto à Formação Autárquica no Luso, quero sinceramente agradecer, a todos os autores dos textos em que a mesma foi referida (bem ou mal), pois são um importante veículo de propaganda e divulgação de uma das mais importantes actividades da JS neste mandato nesta área. Mas não era necessário esta intriga toda para os militantes valorizarem o evento, pois quem lá esteve e quem não esteve sabe a importância que representa este investimento da JS para os militantes. Quem lá esteve entende por certo que esta formação foi inovadora no conceito, excelente nos conteúdos e com um enorme sentido pedagógico afirmado por profissionais.

O que me importa aqui realçar é o facto de alguém se sentir alternativa democrática interna, pensar de forma diferente, possuir projectos distintos, encarar a JS de forma diferente ou até não ter nada destas características mas pensar que sim, não dá o direito a ninguém de acusar por acusar, de dizer mal por dizer, de ser maledicente só por ser, de insinuar por insinuar. É que são este tipo de comportamentos que destroem as estruturas, corroem as organizações, adulteram os valores, toldam os princípios e manifestamente atrasam uma geração de se afirmar e emancipar. Por tudo o que explanei lanço um repto de principio básico democrático e que se respeite a instituição JS, os seus dirigentes e os seus militantes e que este se oponha às mentiras e às posições exacerbadamente extremadas com que muitos se manifestam em relação ao trabalho e dedicação de muitos.