terça-feira, maio 02, 2006

Este Senhor também não é dos Açores


Já nos habituamos a muitas criticas de blogs que por aí andam que têm como característica principal, interpretações completamente descabidas, senão mesmo, mentirosas. Também não podemos esquecer, que todas as afirmações podem ser ditas sem nunca existir possibilidade de direito de resposta. Ok, tudo bem, passa ao lado.
Mas há certos dias que perdemos a paciência para os hábitos "pinoquianos" de algumas pessoas. Infelizmente hoje perdi a paciência para certas afirmações, porque acho que foram longe demais com a mentirada pegada.

O artigo a que me refiro está presente neste endereço:
http://independencias.blogspot.com/2006/05/ainda-acerca-da-anjas.html

É minha obrigação repor a verdade, frase a frase, do que é dito neste post.

"No passado dia 25 de Abril, uma Terça-Feira, visitei a página oficial da Juventude Socialista. Fiquei surpreendido por existir na página principal uma chamada de atenção para uma Assembleia-Geral da ANJAS, Associação inactiva desde, pelo menos, Julho de 2004, ano em que Pedro Nuno foi eleito Secretário-Geral da JS.(...)"

É verdade que a ANJAS se encontra inactiva desde, pelo menos, a sua criação, como também é verdade, que desde as eleições autárquicas, que o SN anda a tentar inscrever os
novos autarcas nessa organização. Se por acaso têm duvidas, perguntem aos coordenadores concelhios e federativos, se por acaso não foram contactados, por carta, telefone ou email, pela parte da Sede Nacional. Acrescento aconselhando a algumas pessoas a terem a atenção à conveniência da actualização dos seus dados no registo nacional. Pois com morada errada é difícil receber cartas da Sede Nacional e nós não temos o dom que tem a morte no livro "Intermitências da morte".

Esta atenção do Secretariado Nacional reflectiu-se em:


  • 2 contactos directos da parte dos funcionários da Sede Nacional à estrutura apelando à inscrição na ANJAS.

  • 3 mailings dirigidos ás estruturas enviando uma ficha de inscrição e uma carta do SG apelando à inscrição na ANJAS.

  • 3 ou mais infomails com ficha anexa apelando à inscrição na ANJAS

  • Apuramento junto do PS de quem tinha sido candidato autárquico com menos de 30 anos. Infelizmente só tinham alguns dados pretendidos.

  • Tentativa de actualização da base de dados da ANJAS junto do seu antigo presidente, o que se veio a verificar totalmente infrutífero.

  • Cruzamento da base de dados da ANJAS com o restante ficheiro físico, que ainda se encontra em parte com o seu antigo presidente, (esperamos nós).

  • Introdução no site da JS uma secção sobre a ANJAS, (com carta do SG com apelo à inscrição e ficha de adesão).

  • Envio imediato da convocatória da Assembleia-Geral da ANJAS, aquando da recepção do requerimento de convocação de 15 membros, subscrito em primeiro lugar pelo camarada Luís Testa. A convocatória foi enviada para todos os membros da ANJAS. (Verificou-se mais tarde, que algumas das camaradas que afirmavam não ter recebido convocatória, tinham se "esquecido" de actualizar a sua morada junto dos serviços da Sede Nacional)

  • Envio por infomails da convocatória. Pelo menos 2 infomails foram enviados com a convocatória.
    Divulgação do local e programa da actividade no site e por infomail

  • Contacto telefónico, da parte da Sede Nacional, no sentido de convocar o membros da ANJAS para a actividade.


Enfim, mais não fizemos, porque a imaginação não deu para mais. Talvez para a próxima utilizemos spots televisivos ou sinais de fumo.

“Foi realizado o único encontro autárquico, um encontro no Luso, altamente proibitivo para quem se quisesse apresentar para participar, só por participar.Tinha-se que fazer uma pré-inscrição, tinha que se fazer um pagamento de participaçãonoevento.Não participei. Achei tudo demasiado "complicado". Então eu não podia simplesmente aparecer e participar? Os custos eram-me imputados. Se não arranjasse cadeira, azar, sentar-me-ia no chão. Mas não fui. Senti que se lá fosse ainda me expulsavam da sala”

Cada tiro, cada melro!

Condições de realização da Formação Autárquica da JS

“Observações a ter em conta para 2 encontros de Formação
o A formação inclui material didáctico (Kit composto por manual, pasta, bloco
e caneta).
o As refeições de sábado e o almoço de domingo, bem como o alojamento de
sábado para domingo são assumidos pela JS.
o A inscrição para a Formação implica o pagamento de 25 € (euros) de
caução, que serão devolvidos no final da formação (Domingo).
o Aos participantes será atribuído um certificado do Centro de Formação da
Fundação Bissaya Barreto
o Os horários estabelecidos têm de ser cumpridos escrupulosamente sob
pena de não devolução do valor da caução.
o As inscrições estão limitadas ao número de 100 pessoas por cada fim-de-semana.
o O valor da caução dos militantes que se inscreverem e não participarem na
formação reverterá para os custos da acção.”


Link para mais informações:
http://www.juventudesocialista.org/item.tech?id=454

Aqui se vê como não existe nenhuma preocupação com a verdade:


1. Não foi um encontro, mas sim dois, respectivamente 14 e 15 de Maio, bem como, 28 e 29 de Maio.


2. As inscrições estavam limitadas a 100 pessoas por formação, o que dá 200 militantes com formação. Foi feita mais formação a militantes nestes dias, do que nos últimos 2 mandatos. Já agora pedia ao militante que observasse o programa de formação e as condições dadas que tentasse calcular por alto o custo da actividade. Talvez percebesse porque não tentamos fazer com 1000 pessoas de cada vez.


3. A cada federação foi dada um X número de vagas, muitas vezes não preenchidas. O que nos obrigou à última da hora a transferi-las para outras federações.


4. Aconselho vivamente a algumas pessoas a verem no dicionário a diferença entre taxa e caução. Neste encontro o que era pedido, era uma caução.


5. Penso que qualquer pessoa de bom senso percebe que esta formação de qualidade dada, teve o seu custo e que não era justo uma pessoa ocupar uma vaga de formação, que muito tinha custado à JS, e depois não aparecer. Daí a caução


6. Também com certeza percebe, dados os custos desta formação, quem fosse para além das 200 pessoas, os custos seriam directamente imputados à receita corrente da JS, o que nos era impossível suportar.


7. Por último, considero a expressão “expulsar” bastante infeliz, senão mesmo de má-fé. Nesta JS ninguém é expulso de nada, mesmo que esteja numa de “penetra”. A responsabilidade dos actos é a quem os comete. Se o camarada não foi por medo de ser expulso, talvez devesse ter ido para perceber que esta JS não funciona como no passado. Se não foi, para não se sentir a faltar a um compromisso como militante perante os seus camaradas, então, deixe que lhe diga, fez muito bem.

“Durante a campanha autárquica, antes e durante, senti falta do Manifesto Autárquico.”

Sem palavras…
http://www.juventudesocialista.org/item.tech?id=745

Se quiserem o manifesto autárquico que serviu de referência a muitas estruturas atentas, também posso arranjar.

“Da JS nestas autárquicas, só me recordo a confusão que foi a entrega de algum mechandising, em que tenho presente a entrega as tantas da noite do material no parque do Intermarché da Póvoa de Lanhoso e ainda o ter de vir para Braga para entrega do material à concelhia de Braga e da Póvoa de Lanhoso. Pensei na altura, esta malta nunca mais se vai safar. Entregar merchandising directamente às concelhias... Xiiii... Bom, ainda disse que o melhor seria entregar tudo na Federação e depois as concelhias iriam lá levantar o material. Mas não, não dava.”

Era preciso que a federação tivesse órgãos eleitos…
http://www.juventudesocialista.org/item.tech?id=759


“Dia seguinte, dia 27, quinta-feira, enviei novo faz a solicitar os dados dos associados, pois eu queria apresentar uma lista à direcção da ANJAS.Não me responderam no dia. Também enviei o fax às seis da tarde. No dia seguinte, volto à carga com os telefonemas para a Sede.Diziam-me que tais listagens tinham de ser libertadas por um elemento do SN que não estava lá. Umas vezes não estava lá, estava quase a chegar, outras vezes ja la tinha estado e tinha saído (…)”


Existem regras a cumprir na JS, quando se quer uma listagem envia-se no mínimo um faxe a solicita-la, com o requerente e o motivo do requerimento. Para além disso, faço compreender aos camaradas que a Sede Nacional fecha as seis da tarde, sendo por isso natural que o requerimento só seja respondido no dia seguinte. Neste secretariado nacional os funcionários da Sede não enviam listagens nem são políticos como antigamente. Para que uma listagem seja enviada, tem de ser autorizada pelo SNO ou como é óbvio pelo SG.
Estando eu em reunião na maior parte do dia no Rato e também a levantar material para a Assembleia Geral da ANJAS, no mesmo sitio, como foi presenciado por alguns deputados da JS, era-me completamente impossível autorizar o envio da listagem.

“Passados quinze minutos da "quente" conversa, alguém do SN pede-me o número de telemóvel e envia-me um PDF com a listagem. Eram neste momento 18H30(…)”

É falso, quem enviou o ficheiro fui eu, via Messenger, após conversa telefónica com o camarada.

"
Comecei a fazer telefonemas e as respostas eram invariavelmente:"Qual Assembleia Geral? Eu não recebi convocatória!""Este fds? Não posso, já tenho compromissos marcados.""Ir para Abrantes amanhã? Tu tás bem? Sabes que dia é hoje?""Tu vais participar nessa AG? Olha que isso não foi feito conforme os estatutos!E outros ainda que me diziam que faziam parte da ANJAS e que não constavam nos cadernos eleitorais."


Devemos ter mais atenção ao que escrevemos, para não encontrar em contradição. Se o camarada pede uma listagem para poder saber a quem fazer telefonemas, como é que a pessoa a quem liga, não faz parte dos cadernos eleitorais. Isto não lembra ao diabo!
Lembro também exemplo de uma camarada nossa, que após nos acusar de não lhe termos enviado a convocatória, verificou que a sua morada estava errada. Lembro também que a responsabilidade da filiação dos militantes candidatos à quatro anos, não é deste SN nem da mesma Sede Nacional. Em nenhum dos casos as queixas que tivemos foram de pessoas que se tivessem inscrito nos últimos dois anos.

Quanto ao resto já é subjectivo…

Lembro só que a Assembleia-geral da ANJAS podia ser convocada em qualquer altura desde que a organização ficou sem órgãos eleitos. Quem não tinha os estatutos da ANJAS, podia solicita-los a qualquer momento à Sede Nacional. Iria recebe-los provavelmente no dia, caso o pedido fosse feito no horário de expediente. O camarada Luís Testa solicitou-os à algum tempo, porque provavelmente se preocupou com a organização. Outros não o fizeram, lembrando-se uma semana antes que a ANJAS existia, vai-se lá saber porquê…